APONTAMENTOS DE COR




Pormenor

Pormenor

Quadro a óleo hexagonal - Apontamentos de cor, natureza morta. Local de destino: Cozinha

PAVÃO DO MEU PARAÍSO




Pintura em acrílico sobre cartolina 30X40 cm 

Pintura - O Retrato do Meu Pai

Pintura a óleo - 40cm x 50 cm
Retrato do Meu Pai

Excerto do olhar

Quadro a Óleo - Retrato do "João ...."

 *


Retrato do João - Óleo 50 cm x 40 cm (Encomenda - Vendido Dezembro 2010)


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O NATAL EM AMOR

Deixo aqui este conto, escrito para um concurso entre blogs e que me deu bastante prazer em escrever. Não sei se sabem eu tenho gatos e os gatos são uma paixão na minha vida. O concurso obrigava a que a história fosse de Natal e que tivesse pelo menos um gato.

Desejo um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de felicidade.

Conto
O NATAL EM AMOR
Era uma vez, num país longínquo, chamado AMOR, onde a nossa imaginação mora, aproxima-se o Natal. As ruas estavam iluminadas e cheiravam às lareiras acesas. O calor humano sentia-se, a bondade floria em cada esquina. Nesse país os animaizinhos falavam e eram adorados pelas pessoas. Não havia animais nas ruas padecendo de frio, nem fome, nem maus-tratos, em cada casa havia um bichinho.
As pessoas preparavam as surpresas feitas por elas próprias para as crianças, fazendo caixas para bombons com cartolinas coloridas e papéis brilhantes. Os brinquedos eram feitos pelos pais em madeira e pintados carinhosamente. Não havia o consumismo desenfreado do resto de todos os Países existentes neste mundo.
Aproximava-se a véspera de Natal e numa dessas casas habitava a imaginação do titio António, da titia Margarida e do Alex. Era uma casa quente de felicidade como todas as outras desse país. Nessa casa habitavam dois gatinhos.
O Eros, digno representante dos miaus, um carácter firme, meigo e inteligente.O Laranjinha ainda criança, com aquele focinho infantil, cativante e traquinas.Estes dois amigos miaus que eram uns grandes convivas e só  (continua, abrir o link "ler mais")

PASSEI POR TI!

Passei por ti…

Nem reparaste!

Mostrei o olhar

Sorri…

Mas assim ficaste

…de olhar velado!

Quis levantar o véu…

Gritar-te o meu amor..

Dizer-te…estou aqui!

que por ti……..

Faria tudo! Mas…

esse olhar vago

Longe de tudo… de mim longe …

Quedei-me assim…

Pensando em ti

Que não raparas em mim!

Nem tão pouco,

sabes ao que vim!

OS TEUS OLHOS BEIJAM...A MINHA FACE










Os teus olhos beijam...

beijam a minha face...

num calor atormentado.

Procurando um caminho

um ancoradouro…

poiso certo…

de teu tormento.

Mas eu…

eu não sou esse caminho...

nem sequer o poiso.

Em mim tudo é incerto!

Esses olhos que me beijam…

suavemente....procurando amparo,

beijem antes os meus olhos….

leiam…leiam neles

que este ancoradoiro

não tem amarras…

num mar…

de inquietação insaciável

que traga tudo

o que nele tente

ancorar!

“PENA”

Ouvi chorar lá longe

dentro da matéria que sou

Ouvi’ a tu’ alma qu’ era monge...

presa do espaço que te dou!



Teus gritos’ ouvi e não parei!

Tu em tuas preces fervorosas...

ouvi...ouvi e não me quedei...

tapei meus’ ouvidos com rosas!



É “pena” o espaço que te dou

e escutar-te eu já não quero...

el’ é tanta que quedar-me não vou!



Tua prece é acaso mero!

São gritos gritados sem voz!

Monocórdicos sons em desespero!


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Pintura a óleo (já publicada neste blog) - O Ballet

Dia da mulher - 08/03/2010

Dedico este poema a todas as mulheres, seguidoras e visitantes deste espaço e do mundo inteiro.

Ser mulher é dar a mão…

distribuindo pétalas d ’ amor.

É carregar no grito, um não …

trazendo nos ’ olhos ardor!

Este ser traz no destino…

ser MULHER, mãe e ’ amante.

No seu encanto feminino…

tem um brilho fascinante!

Ser mulher ’ é ser mistério!

Dela mui está por entender…

ser mulher ‘ é assunto sério…

um enigma por resolver.
Mas ser mulher é muito mais!!!….
Ser mulher é ser guerreira,

É ter que a voz erguer,

Numa fé não derradeira,

Contra tudo o que não quer!

NÃO QUERO SABER QUEM SOU!

Ergo-me na voz das gentes,

Sinto-lhes da tristeza o aroma…

Em clamores padecentes…

Entro no grito que me assoma,

Em delírios atropelados…


Trago os olhos velados!

Para não saber quem sou

Trago na alma manifestos.

Abraço, aquilo a que vou!

E que espalho nos gestos…


Mostro os meus sorrisos…

de desejos latentes …

Com ritos imprecisos,

de sonhos abundantes…

qu’ em afluentes escorrem!


Eu não deixo qu’os amarrem!

Marcho com mund’ inteiro

Eu… não deixo que os parem..

Entro no atoleiro….

Não sei para onde vou...

NÃO QUERO SABER QUEM SOU!

PENSAMENTO - SOLTEI AS PALAVRAS

Solto as palavras
Deixo o cárcere da minha voz
Deixo a poesia viver...
Sair da sombra...
solto a liberdade.
A “mafarrica”talhada
em’estátua de tocha no ar…
ganha vida…
Ri-se do “tabu”
Dá-lhe pontapés no “cu”!….
Grita aos estupores
“coisas” que não entendem…
Deixa-lhes a raiva rubra.
À alma podre dos que mentem
a liberdade guerreira
aponta o dedo
dardejando golpes de ira…

…ri-se da heresia…

Sonha matá-los
Secar-lhes os “rivus” da hipocrisia…
Reciclá-los … melhores
Reanimá-los de vida
Uma outra vida….
Onde a liberdade vive
“Onde não há preto e cinzento”
“Onde há muitas cores”!

...SÓ POR MAGIA....

Entrei suave, suavemente,

escutei as sombras

o silêncio perscrutei!

E tu lá estavas!

Brilhando, intenso!

Abracei o sonho!

Segui-lhe os passos...

intuitivamente peregrina!

No teu brilho me iluminei

fiquei bela!...

Fizeste-me Deusa...

rainha...por um dia!

E toda a vida... por magia!

(O quadro é de minha autoria e já foi publicado - My Half)

UTOPIA



No silencioso barulho do pensamento,

que revoltado e heróico

quer mudar sozinho o mundo...

dou comigo com ele ralhando...

pateta não percebe!...

Que sozinho nada faz!...

Só com muitos pensamentos,

igualmente heróicos...

na subjectiva utopia da realidade...



(Quadro já publicado - "Natureza viva")

DESENHANDO POESIA

Sonho co’ as palavras…

desenhadas’em quadras…

ou soltas no sentimento!

Cambiantes de emoção,

combinados de alma,

…riscos de sonho…

…traços de dor…

…alegrias em cor…

que não se esbatem co’a água

não se diluem co’óleo

nem s’ apagam com borracha…

não s’ apagam do papel…

nem tão pouco da memória!

Traçando incertos traços,

desenho a poesia…

mentindo às vezes,

criando ilusões…

p’ra enganar’o olhar,

Desenho a poesia,

Combinando palavras

de sentimentos.

Pinto-as de tons!

Trago na paleta,

amor, ódio… emoção!

alma, coração, paixão

alegria, tristeza calma

esquiços poéticos

misturados de sonho!

SOU ESPERA QUE TEMPO TEM!

Não sou rio nem arvore nem gaivota.

Nem peixe nem fada nem marmota .

Sou gente e não sou “ninguém”!

Sou espera que tempo tem,

um coração em peito aberto,

caminho no deserto,

água que corre no rio

banhando teu corpo doirado,

afagand’ o teu cabel’ anelado....

sou pedaço daquilo que és...

sou um sonho e não sou...

sou a vida que te corre nas veias...

sou o sol que te beijou...

sou tudo e nada sou!

Sou o que tu quiseres!...

Mar calmo ou revolto...

infinito perdido

n’ eternidade.........

anjo ou demónio

no caminho em que vou

Sou tudo e nada sou!

Realidade ou mito?


És com certeza uma miragem,
oásis perdido no universo.
Procuro-te nesta viagem...
imaginação ou inverso?

Realidade do pensamento?
Sim! Sou nómada e viajante!
Retomo lenta o andamento...
penoso, em procura constante.

Penetra-me um aroma leve
que perpetua em mim o teu ser.
Ai! Miragem...momento breve!

Eco?...Ouço lancinante grito!
É meu? Não! És tu que me chamas!
Procuro... realidade ou mito?

* Este poema é quase tão velho como eu.

Que o ano de 2010 seja brilhante em sorrisos!

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Recebi de um colega meu a seguinte missiva que vos transmito...
"............................ Que o ano de 2010 seja brilhante em sorrisos"
Acompanhado de um poema lindo que não publico porque não é meu e não tive oportunidade lhe pedir para publicar. Mas eu respondi-lhe assim....e partilho com vocês.

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Claro!

D’ um poeta só podem vir sorrisos!

Ou… choros escondidos…

Ou… sentimentos contidos…

os gritos abafados!

Mas também pode vir alegria!

Mesmo sendo “mentida”…

de brilhantes sorrisos!

De dor sentida…

o poeta é um actor…

Vamos sorrir sim…

e distribuir o nosso amor!


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"A tristeza de alguém"

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Paira em ti uma infinita tristeza !…

Lutas, lutas… mas e ela não se vai…

Quedast’ assim …em palavras de beleza

Ai! Ai que essa tua alma te trai!



Sorri dos “nadas”...sorri da natureza!

Sorri que esta vida também é bela!

E olha…não mostres a tua fraqueza!

Olha para a chama “desta” acesa vela!...



És poesia, és tu e és amor!

De lágrimas meu rosto tu me encheste…

e de um mundo repleto de “mui” cor.



És poesia, solidão mas mundo em flor!...

As minhas vãs palavras tu já esqueceste!

Mas tu vais querer esquecer essa dor!



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Dedicado a "Sonhadora"

Meio Século



Trago as mãos doridas

de carregar’o peso do que sou.

Trago os ombros vergados

de meio século vivido!

Trago o corpo transbordante

de achaques…de vícios e sem viço…

trago a cabeça carregada de sabedoria velha…

…desenganos…

trago-me a mim!

Apesar de todo o peso

carregado….

de mãos doridas

os ombros vergados

o corpo transbordante…

há espaço …

há força…

há alegria…

que não existia!

Na metade do Século

outros espaços

outras forças…

nasceram em mim!..................


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* Escrevi isto rindo...passou pela minha cabeça introspectiva...que já tenho 50 anos...

"Até que o “corpo” nos separe!"

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Vai contente a minh’ alma
Sinto-a perdida d’amor!
Unguento que me acalma…
aquecida pelo calor,
da chama ardente do te’ olhar!
Vibro ao som desse sentimento,
Que nubente assim me traz!
Unidos sem tempo ficámos…
no dia em que nasceste
nos teus sessent’ e quatr’ anos
noiva fui, noiva serei
ao teu lado estarei
Esquecendo-nos…
do o que já nos doeu!
Amarmo-nos…
Sem medida…
Até que o “corpo” nos separe!
e as almas pairem por ai...
por aqui...
por acolá!

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