| Pormenor |
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Quadro a óleo hexagonal - Apontamentos de cor, natureza morta. Local de destino: Cozinha
Deixo aqui este conto, escrito para um concurso entre blogs e que me deu bastante prazer em escrever. Não sei se sabem eu tenho gatos e os gatos são uma paixão na minha vida. O concurso obrigava a que a história fosse de Natal e que tivesse pelo menos um gato.
Desejo um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de felicidade.
Conto
O NATAL EM AMOR
Era uma vez, num país longínquo, chamado AMOR, onde a nossa imaginação mora, aproxima-se o Natal. As ruas estavam iluminadas e cheiravam às lareiras acesas. O calor humano sentia-se, a bondade floria em cada esquina. Nesse país os animaizinhos falavam e eram adorados pelas pessoas. Não havia animais nas ruas padecendo de frio, nem fome, nem maus-tratos, em cada casa havia um bichinho.
As pessoas preparavam as surpresas feitas por elas próprias para as crianças, fazendo caixas para bombons com cartolinas coloridas e papéis brilhantes. Os brinquedos eram feitos pelos pais em madeira e pintados carinhosamente. Não havia o consumismo desenfreado do resto de todos os Países existentes neste mundo.
Aproximava-se a véspera de Natal e numa dessas casas habitava a imaginação do titio António, da titia Margarida e do Alex. Era uma casa quente de felicidade como todas as outras desse país. Nessa casa habitavam dois gatinhos.
O Eros, digno representante dos miaus, um carácter firme, meigo e inteligente.O Laranjinha ainda criança, com aquele focinho infantil, cativante e traquinas.Estes dois amigos miaus que eram uns grandes convivas e só (continua, abrir o link "ler mais")
SEGUIDORES - Preencham por favor e enviem!
Solto as palavras
Deixo o cárcere da minha voz
Deixo a poesia viver...
Sair da sombra...
solto a liberdade.
A “mafarrica”talhada
em’estátua de tocha no ar…
ganha vida…
Ri-se do “tabu”
Dá-lhe pontapés no “cu”!….
Grita aos estupores
“coisas” que não entendem…
Deixa-lhes a raiva rubra.
À alma podre dos que mentem
a liberdade guerreira
aponta o dedo
dardejando golpes de ira…
…ri-se da heresia…
Sonha matá-los
Secar-lhes os “rivus” da hipocrisia…
Reciclá-los … melhores
Reanimá-los de vida
Uma outra vida….
Onde a liberdade vive
“Onde não há preto e cinzento”
“Onde há muitas cores”!
Entrei suave, suavemente,
escutei as sombras
o silêncio perscrutei!
E tu lá estavas!
Brilhando, intenso!
Abracei o sonho!
Segui-lhe os passos...
intuitivamente peregrina!
No teu brilho me iluminei
fiquei bela!...
Fizeste-me Deusa...
rainha...por um dia!
E toda a vida... por magia!
Sonho co’ as palavras…
desenhadas’em quadras…
ou soltas no sentimento!
Cambiantes de emoção,
combinados de alma,
…riscos de sonho…
…traços de dor…
…alegrias em cor…
que não se esbatem co’a água
não se diluem co’óleo
nem s’ apagam com borracha…
não s’ apagam do papel…
nem tão pouco da memória!
Traçando incertos traços,
desenho a poesia…
mentindo às vezes,
criando ilusões…
p’ra enganar’o olhar,
Desenho a poesia,
Combinando palavras
de sentimentos.
Pinto-as de tons!
Trago na paleta,
amor, ódio… emoção!
alma, coração, paixão
alegria, tristeza calma
esquiços poéticos
misturados de sonho!
Não sou rio nem arvore nem gaivota.
Nem peixe nem fada nem marmota .
Sou gente e não sou “ninguém”!
Sou espera que tempo tem,
um coração em peito aberto,
caminho no deserto,
água que corre no rio
banhando teu corpo doirado,
afagand’ o teu cabel’ anelado....
sou pedaço daquilo que és...
sou um sonho e não sou...
sou a vida que te corre nas veias...
sou o sol que te beijou...
sou tudo e nada sou!
Sou o que tu quiseres!...
Mar calmo ou revolto...
infinito perdido
n’ eternidade.........
anjo ou demónio
no caminho em que vou
Sou tudo e nada sou!