SENHORA GORDA

Sem nada p’ ra fazer, as horas gastas,
no vai e vem de um café qualquer,
d’ olhos fechados...as bochechas vastas...
pede enfadada o pastel que quer!...

De beiços trémulos, ela trinca,
por fim...objecto de seu querer.
Esquece a frustração e os dedos finca...
tamanha satisfação comer.

Um e mais um e mais outro pastel...
e a senhora a crescer anafada!
Mas e ela...só quer mais empada!...

No vai e vem de um café qualquer...
minutos breves de prazer...
triste senhora gorda, pode ter!

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