Não sou rio nem arvore nem gaivota.
Nem peixe nem fada nem marmota .
Sou gente e não sou “ninguém”!
Sou espera que tempo tem,
um coração em peito aberto,
caminho no deserto,
água que corre no rio
banhando teu corpo doirado,
afagand’ o teu cabel’ anelado....
sou pedaço daquilo que és...
sou um sonho e não sou...
sou a vida que te corre nas veias...
sou o sol que te beijou...
sou tudo e nada sou!
Sou o que tu quiseres!...
Mar calmo ou revolto...
infinito perdido
n’ eternidade.........
anjo ou demónio
no caminho em que vou
Sou tudo e nada sou!
SOU ESPERA QUE TEMPO TEM!
Realidade ou mito?
És com certeza uma miragem,
oásis perdido no universo.
Procuro-te nesta viagem...
imaginação ou inverso?
Realidade do pensamento?
Sim! Sou nómada e viajante!
Retomo lenta o andamento...
penoso, em procura constante.
Penetra-me um aroma leve
que perpetua em mim o teu ser.
Ai! Miragem...momento breve!
Eco?...Ouço lancinante grito!
É meu? Não! És tu que me chamas!
Procuro... realidade ou mito?
* Este poema é quase tão velho como eu.
Que o ano de 2010 seja brilhante em sorrisos!
________________________
_________________________
Claro!
D’ um poeta só podem vir sorrisos!
Ou… choros escondidos…
Ou… sentimentos contidos…
os gritos abafados!
Mas também pode vir alegria!
Mesmo sendo “mentida”…
de brilhantes sorrisos!
De dor sentida…
o poeta é um actor…
Vamos sorrir sim…
e distribuir o nosso amor!
____________________
Recebi de um colega meu a seguinte missiva que vos transmito...
"............................ Que o ano de 2010 seja brilhante em sorrisos"
Acompanhado de um poema lindo que não publico porque não é meu e não tive oportunidade lhe pedir para publicar. Mas eu respondi-lhe assim....e partilho com vocês.
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Claro!
D’ um poeta só podem vir sorrisos!
Ou… choros escondidos…
Ou… sentimentos contidos…
os gritos abafados!
Mas também pode vir alegria!
Mesmo sendo “mentida”…
de brilhantes sorrisos!
De dor sentida…
o poeta é um actor…
Vamos sorrir sim…
e distribuir o nosso amor!
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"A tristeza de alguém"
__________________________
Paira em ti uma infinita tristeza !…
Lutas, lutas… mas e ela não se vai…
Quedast’ assim …em palavras de beleza
Ai! Ai que essa tua alma te trai!
Sorri dos “nadas”...sorri da natureza!
Sorri que esta vida também é bela!
E olha…não mostres a tua fraqueza!
Olha para a chama “desta” acesa vela!...
És poesia, és tu e és amor!
De lágrimas meu rosto tu me encheste…
e de um mundo repleto de “mui” cor.
És poesia, solidão mas mundo em flor!...
As minhas vãs palavras tu já esqueceste!
Mas tu vais querer esquecer essa dor!
_______________________________
Dedicado a "Sonhadora"
Paira em ti uma infinita tristeza !…
Lutas, lutas… mas e ela não se vai…
Quedast’ assim …em palavras de beleza
Ai! Ai que essa tua alma te trai!
Sorri dos “nadas”...sorri da natureza!
Sorri que esta vida também é bela!
E olha…não mostres a tua fraqueza!
Olha para a chama “desta” acesa vela!...
És poesia, és tu e és amor!
De lágrimas meu rosto tu me encheste…
e de um mundo repleto de “mui” cor.
És poesia, solidão mas mundo em flor!...
As minhas vãs palavras tu já esqueceste!
Mas tu vais querer esquecer essa dor!
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Dedicado a "Sonhadora"
Meio Século
Trago as mãos doridas
de carregar’o peso do que sou.
Trago os ombros vergados
de meio século vivido!
Trago o corpo transbordante
de achaques…de vícios e sem viço…
trago a cabeça carregada de sabedoria velha…
…desenganos…
trago-me a mim!
Apesar de todo o peso
carregado….
de mãos doridas
os ombros vergados
o corpo transbordante…
há espaço …
há força…
há alegria…
que não existia!
Na metade do Século
outros espaços
outras forças…
nasceram em mim!..................
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* Escrevi isto rindo...passou pela minha cabeça introspectiva...que já tenho 50 anos...
"Até que o “corpo” nos separe!"
____________________________________
Vai contente a minh’ alma
Sinto-a perdida d’amor!
Unguento que me acalma…
aquecida pelo calor,
da chama ardente do te’ olhar!
Vibro ao som desse sentimento,
Que nubente assim me traz!
Unidos sem tempo ficámos…
no dia em que nasceste
nos teus sessent’ e quatr’ anos
noiva fui, noiva serei
ao teu lado estarei
Esquecendo-nos…
do o que já nos doeu!
Amarmo-nos…
Sem medida…
Até que o “corpo” nos separe!
e as almas pairem por ai...
por aqui...
por acolá!
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Vai contente a minh’ alma
Sinto-a perdida d’amor!
Unguento que me acalma…
aquecida pelo calor,
da chama ardente do te’ olhar!
Vibro ao som desse sentimento,
Que nubente assim me traz!
Unidos sem tempo ficámos…
no dia em que nasceste
nos teus sessent’ e quatr’ anos
noiva fui, noiva serei
ao teu lado estarei
Esquecendo-nos…
do o que já nos doeu!
Amarmo-nos…
Sem medida…
Até que o “corpo” nos separe!
e as almas pairem por ai...
por aqui...
por acolá!
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Pintura a óleo - Faróis de Portugal
FAROL DO CABO ESPICHEL (SESIMBRA)
FAROL DA GUIA (CASCAIS)
FAROL DO CABO DO CABO RASO (CASCAIS)
FAROL DO CABO DE S. VICENTE (SAGRES)
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SOLDADO SERÁS (Dedicado ao meu filho Alex)
Soldado serás!
Oh filho que tenho…
Marcado de coragem!
O carácter tenaz,
bravo e destemido!
És gente verdadeira!…
A tua imagem assim vejo!
Neste desterro que me impões
Parte abafado gemido
…estás tão perto…
e tão longe estás…
só voz do silêncio!
De ti nada sei…
de ti nada ouço…
nem notícia! …
Nesta hora de saudade…
Em que meus pensamentos…
moem, doem…remoem
vou-te traçando a identidade…
terá valido a pena este meu fado!?....
Serás um bom soldado!…
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Oh filho que tenho…
Marcado de coragem!
O carácter tenaz,
bravo e destemido!
És gente verdadeira!…
A tua imagem assim vejo!
Neste desterro que me impões
Parte abafado gemido
…estás tão perto…
e tão longe estás…
só voz do silêncio!
De ti nada sei…
de ti nada ouço…
nem notícia! …
Nesta hora de saudade…
Em que meus pensamentos…
moem, doem…remoem
vou-te traçando a identidade…
terá valido a pena este meu fado!?....
Serás um bom soldado!…
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Fragmentos e "FraGUEmentos"
Nos fragmentos pensados,
e dos “fraGUEmentos” inventados…
achei pedaços criativos,
espalhando sorrisos vivos…
pelas almas que passam,
ond ‘as palavras’ às vezes rimam…
aqui nas linhas deste espaço.
No meu pequeno pedaço,
onde me vêm visitar,
e talvez ajudar’ a pensar…
…as palavras traçando,
as rimas encontrando…
desenhando as poesias.
A inventar “fraGUEmentos”
Nos meus pensamentos!
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Dedicado aos meus visitantes...com um sorriso!!!
e dos “fraGUEmentos” inventados…
achei pedaços criativos,
espalhando sorrisos vivos…
pelas almas que passam,
ond ‘as palavras’ às vezes rimam…
aqui nas linhas deste espaço.
No meu pequeno pedaço,
onde me vêm visitar,
e talvez ajudar’ a pensar…
…as palavras traçando,
as rimas encontrando…
desenhando as poesias.
A inventar “fraGUEmentos”
Nos meus pensamentos!
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Dedicado aos meus visitantes...com um sorriso!!!
"Mulher árabe"
Em silêncio...na noite calada...
oro e não sei rezar...invento...
partem da minh’ alma desolada
lamentos que jogados ao vento...
São ais que não são ais, gritos são!
É moça...a cara tapada...
tem alma e tem vida de cão!
É árabe...só...e maltratada!
É triste ser gente e não ser nada!
Ser-se mulher em terras de Maomé,
viver no escuro...sem alvorada!
Que fez... p’ ra vida tão desgraçada?
Que destino!...E porquê, meu Deus?
O de viver amaldiçoada.
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oro e não sei rezar...invento...
partem da minh’ alma desolada
lamentos que jogados ao vento...
São ais que não são ais, gritos são!
É moça...a cara tapada...
tem alma e tem vida de cão!
É árabe...só...e maltratada!
É triste ser gente e não ser nada!
Ser-se mulher em terras de Maomé,
viver no escuro...sem alvorada!
Que fez... p’ ra vida tão desgraçada?
Que destino!...E porquê, meu Deus?
O de viver amaldiçoada.
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"Palavras já gastas"
Já se foram as palavras!
Gastei-as de tanto as dizer...
no pensamento dançavam
e dos gestos por fazer!
As palavras já se foram!
uma jura muda ficou...
e eles não se amaram
amam-se eles...durou!
já se foram as palavras!
Reais amantes, profetas...
tortuosas olvidaram,
desgarrada de poetas!
As palavras já se foram!...
No meu pensamento ficaram...
mudas’ extasiadas...
p’lo‘ infinito’ sentimento!
Silenciosamente pronunciadas…
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Gastei-as de tanto as dizer...
no pensamento dançavam
e dos gestos por fazer!
As palavras já se foram!
uma jura muda ficou...
e eles não se amaram
amam-se eles...durou!
já se foram as palavras!
Reais amantes, profetas...
tortuosas olvidaram,
desgarrada de poetas!
As palavras já se foram!...
No meu pensamento ficaram...
mudas’ extasiadas...
p’lo‘ infinito’ sentimento!
Silenciosamente pronunciadas…
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"Palavra"
Palavra...é arma contundente,
resposta pronta da hora certa,
é flor que anima o descontente,
é chamativa e o desperta.
Palavra há, que move moinhos,
tritura o duro e maior grão...
sensatez, que abre caminhos,
num empedernido coração!
A palavra que fere, dói e mata
é voz dita, da ira d’ alguém,
é profanação que arrebata...
E, eu achei no beiral da razão,
palavras caídas e já gastas,
deitei fora...joguei-as ao chão!
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resposta pronta da hora certa,
é flor que anima o descontente,
é chamativa e o desperta.
Palavra há, que move moinhos,
tritura o duro e maior grão...
sensatez, que abre caminhos,
num empedernido coração!
A palavra que fere, dói e mata
é voz dita, da ira d’ alguém,
é profanação que arrebata...
E, eu achei no beiral da razão,
palavras caídas e já gastas,
deitei fora...joguei-as ao chão!
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"AMO"
AMO!
Os caminhos que traças!
A voz que m’ anima!
AMO!
As mãos que m’ afagam!...
O teu olhar iluminado...
A ternura que poisa em mim docemente!
AMO!
O teu rosto sorrindo...
a felicidade que transpiras!
AMO!
O fogo que há em ti!
O homem que tu és!...
Amo a vida... porque tu existes!
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Os caminhos que traças!
A voz que m’ anima!
AMO!
As mãos que m’ afagam!...
O teu olhar iluminado...
A ternura que poisa em mim docemente!
AMO!
O teu rosto sorrindo...
a felicidade que transpiras!
AMO!
O fogo que há em ti!
O homem que tu és!...
Amo a vida... porque tu existes!
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“Nós”
Ao som imaginado, cadenciado
do “Bolero” de Ravel...
afundei meus’ olhos negros
nas castanhas nuances
do teu olhar!
Em chamas ardendo
de ardor consumidos
de lábios unidos
soltamos gemidos!
Ao teu ouvido falei!
Pedi-te...
que em mim entrasses...
que em mim gozasses!...
Molhei teu ser de “néctar amor”...
desejo incontido....
em preces gemido!
Ofereci-to num cálice em flor...
para que dele bebesses!...
De bocas unidas...
gemendo...
penetraste em mim...
suavemente...
loucamente...
uma e mais uma vez!
Suspirando...
explodindo d’ ardor
gritando de amor!
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do “Bolero” de Ravel...
afundei meus’ olhos negros
nas castanhas nuances
do teu olhar!
Em chamas ardendo
de ardor consumidos
de lábios unidos
soltamos gemidos!
Ao teu ouvido falei!
Pedi-te...
que em mim entrasses...
que em mim gozasses!...
Molhei teu ser de “néctar amor”...
desejo incontido....
em preces gemido!
Ofereci-to num cálice em flor...
para que dele bebesses!...
De bocas unidas...
gemendo...
penetraste em mim...
suavemente...
loucamente...
uma e mais uma vez!
Suspirando...
explodindo d’ ardor
gritando de amor!
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